segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
- ser feliz.

Quantas vezes pensei em desistir de nós dois juntos? quantas vezes sofri por você?Me senti sozinha ainda rodeada de pessoas, pelo simples fato de não estar ao seu lado mais. Tentei acreditar que você seria a pessoa que eu chamaria de certa para mim,ainda que derramase algumas lagrimas por sua culpa. Perdoei os seus maiores erros,acreditei em você quando todos disseram que estarias mentindo. E ainda que soubese que não daria certo,resolvi tentar; pensei que eu pude-se te transformar em uma pessoa melhor,com uma opinião diferente,que não cometese tantos erros quanto tantos garotos que conheço. Construí pequenos sonhos baseados em você,pois eu acreditava que você fosse capaz até do impossível e então me decepcionei,pois grandes eram sonhos e você ''pequeno'' demais para torná-los reais. Mais talvez seja melhor acreditar no improvável do que não acreditar em nada,pois aliais a nossa motivação para tudo são os nossos sonhos,nosso objetivo é alcançá-los e eu sei que eu vou atingir meu objetivo,ser feliz.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Back to december
Estou feliz por você ter arrumado tempo para me ver como vai a vida? me diga, como vai a sua família?
faz tempo que não os vejo você está bem, mais ocupado do que nunca nós jogamos conversa fora, trabalhamos do lado de fora você está na defensiva, e eu sei por quê pois da última vez que você me viu
ainda traz uma lembrança que te incomoda você me deu rosas e eu as deixei lá, morrendo então aqui estou eu engolindo o meu orgulho parada na sua frente dizendo que sinto muito por aquela noite e eu volto a dezembro o tempo todo acontece que a liberdade não é nada além de saudades suas eu queria ter percebido o que eu tinha quando você era meu e eu volto a dezembro, dou meia volta e deixo tudo bem
faz tempo que não os vejo você está bem, mais ocupado do que nunca nós jogamos conversa fora, trabalhamos do lado de fora você está na defensiva, e eu sei por quê pois da última vez que você me viu
ainda traz uma lembrança que te incomoda você me deu rosas e eu as deixei lá, morrendo então aqui estou eu engolindo o meu orgulho parada na sua frente dizendo que sinto muito por aquela noite e eu volto a dezembro o tempo todo acontece que a liberdade não é nada além de saudades suas eu queria ter percebido o que eu tinha quando você era meu e eu volto a dezembro, dou meia volta e deixo tudo bem
eu volto a dezembro o tempo todo eu não tenho dormido bem esses dias fico acordada lembrando de como eu fui embora quando o seu aniversário chegou e eu não te liguei, eu pensei no verão e todas as lindas vezes
que eu vi você rindo do lado do passageiro e eu percebi que eu te amava no outono e então veio o frio
com os dias escuros quando o medo invadiu a minha mente você me deu todo o seu amor e tudo que eu te dei foi um adeus eu sinto falta da sua pele bronzeada, do seu doce sorriso tão bom para mim, tão certo
e como você me segurou em seus braços naquela noite de setembro a primeira vez que você me viu chorar
talvez isso seja apenas uma doce ilusão provavelmente um devaneio sem motivo se nos amássemos de novo, eu juro que te amaria direito eu voltaria no tempo e mudaria tudo, mas não posso fazer isso então se a sua porta está trancada, eu entendo mas aqui estou eu engolindo o meu orgulho parada na sua frente dizendo
que eu vi você rindo do lado do passageiro e eu percebi que eu te amava no outono e então veio o frio
com os dias escuros quando o medo invadiu a minha mente você me deu todo o seu amor e tudo que eu te dei foi um adeus eu sinto falta da sua pele bronzeada, do seu doce sorriso tão bom para mim, tão certo
e como você me segurou em seus braços naquela noite de setembro a primeira vez que você me viu chorar
talvez isso seja apenas uma doce ilusão provavelmente um devaneio sem motivo se nos amássemos de novo, eu juro que te amaria direito eu voltaria no tempo e mudaria tudo, mas não posso fazer isso então se a sua porta está trancada, eu entendo mas aqui estou eu engolindo o meu orgulho parada na sua frente dizendo
que sinto muito por aquela noite e eu volto a dezembro o tempo todo acontece que a liberdade não é nada além de saudades suas eu queria ter percebido o que eu tinha quando você era meu e eu volto a dezembro, dou meia volta e deixo tudo bem e eu volto a dezembro, dou meia voltae mudo de opinião
eu volto a dezembro o tempo todo !
eu volto a dezembro o tempo todo !
tudo que eu mais quero
nessa vida , é só te fazer feliz ! dizer que te amo não me pαrece suficiente. mαs αindα não inventαrαm umα expressão mαis intensα. então: te αmo. muito. intensαmente. de verdαde. mesmo.só você consegue tirar um belo sorriso do meu rosto , com um simples olhar.não é só amor é bem mais que isso . o que eu sinto ainda não tem nome .quando eu olho pra trás pra trás, vejo o quanto mudei. o quanto mudei por você. porque eu sei que por você, vale a pena. se hoje eu sou melhor que ontem, é por tua causa. se ás vezes eu erro, é tentanto acertar, melhorar. desculpa. eu te amo. e isso é tudo o que eu sei. exatamente desde quando, ou o porquê desse amor, é incerto. só sei que, mesmo passado algum tempo, o que eu sinto por você só cresceu. e continua crescendo a cada dia, a cada minuto. você me faz bem, não imagina o quanto. basta estar ao teu lado pra um sorriso estampar meu rosto. basta um sorriso teu pro meu dia valer a pena. não tem como eu pensar em você sem sorrir, porque você me faz bem. se por acaso alguma vez fiz algo que não te agradou, me perdoe. nunca, mesmo, tive ou tenho outra intenção a não ser te ver feliz. porque pra mim, é isso que importa. obrigada por estar na minha vida todo esse tempo. obrigada por ser a vida, agora.quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O segredo da vida é...
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem. Valorize o que você tem, dê valor as pessoas que realmente gostam de você. Dê mais ênfase as coisas alegres, minimize a tristeza. "A dor é inevitável, sofrimento é opcional".Não sofra por aquilo que ainda nem aconteceu, talvez o problema nem seja tão grande quanto pensamos. E se grande ele for, tenha a humildade de admitir que precisa de ajuda. Desabafe, escute o que outras pessoas tem a lhe dizer, peça um abraço.
Perdemos muito tempo nos preocupando com fatos que, muitas vezes só existem em nossa mente.
Não dê tanta importância a coisas tão banais. Brigue menos, discuta menos, evite estresses. Tudo, tudo é passageiro, nada vai permanecer para sempre. Não tente entender as pessoas ou que elas fazem, apenas as aceitem da maneira que são. Ninguém é perfeito. Entenda que assim como você, os outros também possuem defeitos e estão passivos a erros.
sábado, 22 de janeiro de 2011
difícil foi acreditar que,
o mundo não é cor de rosa. papai noel não existe, nem todo mundo é tão legal e confiável assim, fadas não são de verdade, as nuvens não são de algodão doce, que um sorriso nem sempre é verdadeiro, que não é chorando que se resolve, você não mora numa bola de cristal, sonhos são ilusões e você não é imortal. você cresce. não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha do papai. você perde os amigos imaginários, não vive mais cercada de pessoas que sorriem pra ti, e pessoas querendo te mimar e fazer suas vontades. você não pode mais simplesmente chorar pra não ir na escola, não pode mais morder as pessoas quando se irrita. ninguém mais limpa suas lágrimas e te põe pra dormir dando beijinho na testa. você perde todas as regalias e passa a ser responsável pelo que cativou. você cresce. você aprende, você erra, você ganha e você também perde.Ele: Você é meu primeiro amor.
Ela: Aham, eu sei que seu primeiro amor foi aquela menina do seu antigo colégio.Ele: Não significa que a primeira menina que eu gostei, foi meu primeiro amor.
Ela: Claro que sim, foi com a primeira que você descobriu o que é amar.
Ele: Só que quem fez eu descobrir o que é amar de verdade, foi você.
Ela: Sério?
Ele: Sim, pode ter existido outras, mas você foi e será sempre a primeira, a única. Elas não conseguiram fazer eu me sentir tão especial, tão feliz, em apenas ver um sorriso, nem fazer meu coração disparar ao ouvir um "eu te amo." Entenda que nem todas são iguais a você e que conseguem me tirar o ar, desse jeito. Por isso, você é meu primeiro amor.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Sabe aqueles subnicks?
Eram pra você. Na tua janela, dei tantos clicks, mas nao consegui escrever. Te exclui das redes sociais, pra não ver tuas atualizações pra aquelas garotas tão iguais, mas ainda assim, te escrevo canções. Você não deve nem pensar, ou um pouco do seu tempo ter dado pra imaginar se alguém, alguém como eu, sofre por você calado. Só queria que um dia, eu não ficasse na noite aflita pensando no porque teve um fim, o que jurou ser infinito. Eu não vou te excluir, porque no fundo seria te perder de vez. Mas será que ainda sobrou algo? Alias, faz mais de um mês. Tão morto que ainda respiro, dói assim, te ver magoado. Achando que quem te daria tudo, te largou sozinho ao nada. Vou sair, talvez andar, sentir o quanto estou mal, me perguntar:'' Porque essa dor tão real?'', se tudo era virtual.quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Eles se amam.
todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. (...)sábado, 8 de janeiro de 2011
Era dia 7 de outubro
, Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. 'Aceite', pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo. Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra. Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho. Era também o caso de Bruno...O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre. Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar. Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia. - Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.
Assinar:
Postagens (Atom)








